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Meu pedido de patente está bem redigido?

Como saber se meu procurador redigiu bem o meu pedido de patente?​

 

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pexels.com / autor: desconhecido


Ao pesquisar um bom procurador o inventor deve procurar alguém que tenha experiência na redação de documentos de patente, que tenha formação técnica na área de conhecimento da invenção, que tenha vivência em escritórios de advocacia e tenha presenciado, pelo menos, uma situação de litígio envolvendo patentes e acompanhado, pelo menos, um trâmite administrativo de um pedido de patente. 


Caso não tenha seguido esses preceitos básicos. Caso já tenha um pedido de patente em mãos elaborado por um terceiro, mas tenha dúvidas quanto a sua qualidade, o titular deve se perguntar o que segue, para ter certeza de que seu documento foi elaborado da melhor forma possível (pois muitas vezes é possível consertar um documento mal redigido).
Responda com honestidade às seguintes perguntas:


– a reivindicação 1 do documento sintetiza apenas as características principais da invenção? (para produtos disruptivos, desconfie de reivindicações com mais de 3 linhas de texto após a expressão “caracterizado pelo fato de que”; para inovações incrementais desconfie de reivindicações mais de 9 linhas de texto após a aludida expressão caracterizante)


– lendo a reivindicação 1 do documento, considerando este escopo de proteção, você acredita que seria impossível driblar o seu texto, substituindo uma peça ou material reivindicado por outro com função análoga, sendo capaz de reproduzir um produto ou serviço tão competitivo quanto o seu?


– além da reivindicação número 1, existe uma pluralidade de reivindicações dependentes se reportando à reivindicação 1 e às demais reivindicações do documento?


– quem lê o descritivo consegue entender o que é a sua invenção? Peça para alguém que nunca ouviu falar sobre o seu projeto ler o documento. Se a resposta for não, seu documento pode ser considerado desprovido de “suficiência descritiva” e o que é pior, o seu escopo de proteção pode estar mal definido.


– os desenhos (quando houver) estão em preto e branco sem escala de cinza, em aramado (apenas linhas pretas sem pontilhado), tendo sido desenhados por uma ferramenta de CAD tal como os desenhos das patentes americanas? (vide patents.google.com)


– seu procurador realizou uma busca de anterioridades no Brasil e exterior para a sua tecnologia antes de dar início à redação de seu documento (cuidado! algumas agências de marcas e patentes fazem busca apenas no Brasil, que não representa nem 1% dos documentos publicados no mundo todo)?


Caso a resposta a qualquer uma destas perguntas seja “não”, você já tem motivos para desconfiar do trabalho realizado pelo seu procurador.


A área de propriedade industrial detém profissionais excelentes, profissionais medianos e profissionais muito ruins, como qualquer outra profissão. É possível redigir um documento de patente em duas horas, em 10 minutos ou em duas semanas e a diferença entre estes trabalhos é palpável para qualquer um do meio, mas nem sempre é perceptível para alguém de fora da área de propriedade industrial. Ao titular, cabe sempre a desconfiança com prestadores de serviço com preços e práticas que destoam da prática média do mercado. 

 

 

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